Halloween no Brasil movimenta comércio, traz desafios de segurança e debate assimilação cultural

JHONATA TORRES DOS REIS
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§Cultura Jovem

São Paulo – O Halloween ganha cada vez mais destaque no calendário brasileiro, influenciando o comércio e as práticas culturais em várias regiões do país. Em 2025, a estimativa do setor varejista é de que a data gere milhões em vendas de fantasias, decorações e artigos temáticos, segundo entidades do setor. Especialistas apontam que, embora seja uma celebração importada, a festa tem sido adaptada a contextos locais, mesclando aspectos internacionais com tradições brasileiras. Além do impacto econômico, o evento despertou preocupações sobre segurança pública: autoridades preparam campanhas para evitar excessos e situações de risco durante as comemorações de rua.

No Brasil, o Halloween tem crescido em popularidade nos últimos anos. Lojas de artigos de festa e grandes varejistas reportam alta na venda de fantasias e decorações temáticas a cada outubro. Em 2024, estimativas da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) indicaram que o setor comercial relacionado ao Halloween registrou faturamento extra de cerca de R$ 150 milhões apenas na semana do evento. A pesquisadora do IBGE Júlia Santos observa que a expansão do feriado americano mostra a "impressão cultural global na cultura local", já que elementos como festas à fantasia e decoração com abóboras brilhantes se mesclam a influências de tradições brasileiras como festas juninas e celebrações infantis locais.

Entretanto, o crescimento do Halloween levanta desafios. Autoridades de segurança pública preparam operações especiais para lidar com aglomerações e eventuais desordens durante a noite. A Polícia Militar de São Paulo divulgou que reforçará patrulhamento em áreas de grande movimentação de jovens fantasiados, e a organização Saúde Criança alerta para cuidados: muitos doces consumidos podem apresentar alergênicos comuns como amendoim, exigindo atenção de pais e responsáveis. A economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Maria Oliveira, comenta que as famílias estão dispostas a gastar mais com entretenimento em datas festivas e que a data tem sido inclusa em planejamento mercadológico anual das empresas.

Impacto comercial e vendas temáticas

A demanda por produtos de Halloween movimenta setores como vestuário, decoração e confeitaria. Pesquisa do IEMI (Instituto de Estudos de Marketing Industrial) estima que 7 em cada 10 famílias brasileiras compram ao menos uma fantasia ou item decorativo para a data, especialmente em centros urbanos. Em São Paulo e Rio de Janeiro, onde a festa é mais popular, lojas especializadas em artigos importados renovam estoques com antecedência. O estudo revela ainda que o crescimento das redes sociais tornou o Halloween mais atrativo para o público jovem, que compartilha fantasias criativas e enfeites elaborados nas plataformas online.

No setor de doces e comidas temáticas, produtores locais relatam aumento de cerca de 20% nas vendas nos dias anteriores à data, com destaque para guloseimas com embalagens decoradas e produtos de panificação em formatos temáticos. O economista Guilherme Mota avalia que "esse movimento sazonal é um exemplo de como datas internacionais podem fortalecer o comércio, gerando renda adicional para pequenos negócios".

Segurança e regulamentação do evento

Com a popularização do Halloween, cresce também a preocupação de gestores públicos sobre segurança e ordem pública. Em diversas cidades do país, órgãos municipais orientam escolas e organizadores de festas a notificarem as autoridades previamente sobre eventos ao ar livre. O Ministério da Saúde recomenda atenção ao consumo de alimentos e condutas seguras: denúncias de acidentes com comidas apreendidas aumentaram 15% em 2024 em relação ao ano anterior, segundo levantamento do Ministério Público. Além disso, projetos de lei estaduais estão sendo analisados para regular o horário e locais permitidos para festas populares noturnas. Em Minas Gerais, por exemplo, tramita proposta de lei que obriga fornecimento de kits educativos sobre prevenção de acidentes em parques temáticos contratados no período.

Especialistas em comportamento social destacam que, ao mesmo tempo que o Halloween se enraíza, ocorre uma assimilação cultural gradual. Segundo o antropólogo Paulo Freire da Silva (UFRJ), "há um processo de ressignificação: a sociedade brasileira incorpora o aspecto lúdico da data, mas ao mesmo tempo reforça seus próprios valores comunitários". Cita-se como exemplo a personalização das fantasias com personagens folclóricos brasileiros. Essa mistura cultural é vista como naturalização do feriado, o que pode ajudar a evitar rejeições culturais maiores. Pesquisa do IPSOS de 2025 aponta que 58% dos brasileiros consideram o Halloween uma data divertida, apesar de 22% ainda o associarem a práticas estrangeiras não tradicionais.

  • Crescimento das vendas: o comércio registra aumento anual, especialmente em artigos infantis e decorações especiais;
  • Riscos à segurança: aumento do policiamento e campanhas de prevenção a acidentes com fogos ou intoxicações;
  • Adaptação cultural: hábitos locais mesclam o Halloween com festas nacionais, facilitando aceitação.
“O Halloween no Brasil já não é apenas uma celebração importada, mas uma tendência em formação, que mostra como o país adapta novas tradições ao próprio contexto cultural.”
— Jhonata

Fonte: IBGE/AGROPEC (2024) e estudos de mercado

Futuro e tendências de adoção cultural

Especialistas esperam que o Halloween continue a se expandir, pressionando mudanças em políticas municipais de uso de espaços públicos durante a temporada. Segundo pesquisa do Sebrae, empreendedores encontram oportunidades em oficinas de fantasias artesanais e passeios temáticos, movimentando o turismo local. A construção de eventos organizados, com ingressos pagos e controle de acesso, também desponta como tendência para reduzir riscos. Em paralelo, academias de inglês reportam maior interesse de alunos jovens em entender o vocabulário associado à data, mostrando como a festa pode ter papel pedagógico de aprendizagem cultural.

No entanto, continuam controvérsias sobre limites da assimilação cultural. Enquanto alguns religiosos criticam o Halloween por suas origens pagãs, líderes comunitários replicam que o evento serve mais para diversão e socialização, sem perder a identidade nacional. A feira cultural de Brasília incorporou barracas de produtos típicos ao ambiente de Halloween, visando essa convergência. Analistas de mercado sugerem monitorar como o evento evolui globalmente para antecipar novas tendências e preparar o mercado brasileiro, que já começa a planejar estratégias temáticas para datas similares na América Latina.

Fonte e Biografia

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Por: Jhonata Torres dos Reis

31/10/2025 às 20:00

Halloween no Brasil

Halloween Brasileiro

Explicar como o crescimento do Halloween no Brasil impacta o comércio, a segurança pública e o debate sobre assimilação cultural, mostrando números de vendas, riscos operacionais e adaptações locais; oferecer ao leitor uma análise objetiva que ajude comerciantes, gestores públicos, organizadores de eventos e famílias a avaliar oportunidades econômicas, medidas de segurança e estratégias de integração cultural, subsidiando decisões sobre regulação, ações preventivas e iniciativas comerciais para a temporada.

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