§Educação
São Paulo – A Bett Brasil 2025, maior feira de inovação educacional, reuniu 47 mil visitantes e 330 expositores. O evento destacou tendências em inteligência artificial (IA) aplicadas ao ensino e avanços em ferramentas pedagógicas digitais. Pesquisadores alertam que a adoção de IA deve conciliar inovação com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para proteger alunos e professores. Especialistas reforçam que a tecnologia pode personalizar o aprendizado, mas exige debate ético sobre privacidade. Mesas-redondas trataram de ética no desenvolvimento de IA educacional, com representantes do setor público e ONGs ressaltando a importância dos direitos humanos na tecnologia.
Debates em SP incluíram a proteção de dados estudantis. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) obriga consentimento de pais ou responsáveis para coletar dados pessoais de menores. Na educação, a LGPD exige cuidado no uso de plataformas. Especialistas alertam que descumprir tais regras mina a confiança no uso da tecnologia.
Um levantamento recente mostra que 70% dos alunos do ensino médio já utilizam IA generativa em pesquisas escolares, mas apenas 32% receberam orientação sobre o uso dessas ferramentas na escola. Especialistas ressaltaram que essa realidade exige capacitação dos professores e desenvolvimento de plataformas educativas seguras. Foram citados dados de 2024 da pesquisa TIC Educação (CGI.br/NIC.br) mostrando a intensa adoção de IA entre estudantes.
Inovação pedagógica com IA
No evento, foram exibidas soluções inovadoras de ensino. Empresas de edtech apresentaram sistemas de tutoria automatizada e aplicativos adaptativos que ajustam o conteúdo às necessidades de cada estudante. Abordagens como sala de aula invertida e aprendizagem baseada em projetos ganharam destaque, pois podem integrar recursos de IA à pedagogia ativa. Em estandes, havia recursos como realidade virtual para ensinar disciplinas complexas e jogos educativos que utilizam aprendizado de máquina para promover engajamento. O setor educacional destacou-se por explorar IA também em gestão escolar, com plataformas de avaliação inteligente e análise preditiva de desempenho. Também foram debatidos aspectos de equidade no acesso às tecnologias entre escolas públicas e privadas, reforçando iniciativas do governo para expandir a internet nas áreas mais remotas.
Os especialistas apresentaram ferramentas de apoio, desde sistemas de avaliação automática até ambientes virtuais imersivos. Eles apontaram que a formação de professores precisa acompanhar a evolução dessas tecnologias. Segundo o IBGE, mais de 89% das escolas urbanas brasileiras têm acesso à internet, mas ainda há lacunas na capacitação docente para integrar essas inovações.
Transformações no mercado de trabalho
O uso de IA nas indústrias brasileiras cresceu rapidamente: de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024, segundo o IBGE. Especialistas apontam que até 37 milhões de trabalhadores podem ser afetados pelas novas tecnologias, com cerca de 2 milhões em risco de substituição total. Isso coloca em debate a necessidade de políticas de requalificação profissional e inclusão digital, especialmente nas micro e pequenas empresas que respondem por 80% dos empregos formais. Os impactos serão sentidos tanto no setor industrial quanto em serviços e até na agricultura, refletindo em diferentes segmentos da economia.
- Uso industrial de IA: passou de 16,9% para 41,9% entre 2022 e 2024 (IBGE-PINTEC).
- Adoção escolar de IA: 70% dos estudantes do ensino médio usam IA em pesquisas, mas só 32% receberam orientação formal.
- Proteção de dados: LGPD (2018) protege dados sensíveis e escolares, exigindo consentimento parental e segurança nas plataformas escolares.
“Este evento ressalta que a revolução da IA na educação impõe o desafio de equilibrar inovação pedagógica e proteção dos dados dos alunos.”
— Jhonata
Fonte: IBGE - PINTEC Semestral 2024
Desafios e perspectivas da IA na educação
Eventos como a Bett Brasil reforçam a necessidade de políticas públicas integradas. Segundo o IBGE, 89,1% da população acima de 10 anos usou internet em 2024, incluindo 92,4% dos estudantes, mas persistem desigualdades regionais de acesso. A transição para métodos educativos baseados em IA exige capacitação contínua dos professores e investimentos em infraestrutura escolar. No evento, foram destacadas iniciativas de formação docente e expansão do ensino híbrido.
A conclusão geral foi que inovação e inclusão devem andar juntas. A sociedade avança na adoção da IA, mas entidades como a OIT e a UNESCO alertam que, sem cooperação, tecnologias podem ampliar desigualdades. Também foi debatido o Projeto de Lei nº 2338/2023, que prevê diretrizes éticas e trabalhistas para sistemas de IA. Observou-se também que pautas globais (como diretrizes da OCDE e debates do G20) vêm influenciando propostas nacionais para uma IA ética. Foi ressaltada a necessidade de inclusão digital nos currículos e redução da disparidade rural/urbana, para que a IA beneficie a todos equitativamente. Foram apresentados estudos de impacto social da IA, visando formar cidadãos críticos em relação à tecnologia. Em suma, a IA deve ser encarada como aliada da inclusão produtiva, não como fonte de exclusão. Em síntese, a feira evidenciou que a tecnologia educacional é caminho inevitável, mas requer transparência, regulamentação e visão de longo prazo para formar profissionais aptos às demandas futuras, sem sacrificar a privacidade nem os direitos dos estudantes.
Fonte e Biografia
Por: Jhonata Torres dos Reis
30/10/2025 às 08:00
Intuito e Propósito
Explicar como a Bett Brasil 2025 e dados oficiais mostram a adoção crescente de IA na educação e os riscos associados à privacidade e à LGPD. Analisar impactos pedagógicos, lacunas de capacitação docente e desigualdades de acesso. Oferecer subsídios objetivos para escolas, edtechs, formuladores de políticas e profissionais sobre governança de dados, implementação ética da IA e estratégias de requalificação.
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