Amazônia: desmatamento dispara 68%

JHONATA TORRES DOS REIS
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Amazônia: desmatamento dispara 68%

12/09/2025 às 08:00

Relatório recente do Imazon revela que o desmatamento na Amazônia Legal cresceu 68% em janeiro de 2025 em comparação a 2024, atingindo 133 km² só naquele mês. O aumento repentino é motivo de alerta nacional. Especialistas argumentam que é urgente reforçar a fiscalização e combinar ações ambientais mais rígidas. Enquanto isso, iniciativas de combate a incêndios e incentivos a uso sustentável da terra tentam equilibrar a balança, mas a floresta continua sob forte pressão.

Dados do Sistema de Alerta do Imazon mostram que o início de 2025 teve aumento abrupto no corte de árvores. Em janeiro, foram registrados 133 km² de floresta desmatada, um salto de 68% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse índice é preocupante, representando a sexta maior taxa para o mês desde que há registros, e acende o sinal de alerta para autoridades ambientais.

Os estados que mais contribuíram para o desmatamento em janeiro foram Mato Grosso, Roraima e Pará, juntos acumulando 88% das áreas desmatadas. Municípios do norte do país lideram os rankings negativos. Além do desmate por corte raso, a floresta sofreu intensa degradação por queimadas e exploração madeireira, totalizando 355 km² degradados – 21 vezes mais que em janeiro de 2024.

Pesquisadores destacam que esse avanço rápido do desmatamento põe em risco a biodiversidade e os modos de vida tradicionais. Larissa Amorim, do Imazon, afirma que é fundamental intensificar a fiscalização, ampliar ações de combate aos crimes ambientais e fortalecer políticas de uso sustentável da floresta. Os dados também revelam impacto grave em áreas protegidas e terras indígenas: sete das dez Terras Indígenas mais afetadas estão em Roraima, pressionando comunidades tradicionais.

Indicadores e impactos recentes

Os principais números do desmatamento da Amazônia Legal em 2025 são alarmantes:
  • Aumento repentino – Janeiro de 2025 registrou 133 km² de floresta desmatada, alta de 68% sobre janeiro de 2024.
  • Estados críticos – Mato Grosso (45%), Roraima (23%) e Pará (20%) concentraram a maior parte do desmate em janeiro, totalizando 88% do valor registrado.
  • Áreas protegidas – O Imazon alertou que muitas unidades de conservação desmataram no período, principalmente no Amazonas, e que 7 das 10 terras indígenas mais afetadas estão em Roraima.
  • Dados do INPE – Segundo o sistema Deter, de agosto/2024 a julho/2025 foram 4.495 km² sob alerta, o segundo menor registro histórico, mas com leve alta de 4% sobre o ano anterior.
  • Queimadas globais – A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, chamou atenção para a influência das mudanças climáticas: incêndios intensificados por secas aumentaram a perda florestal, responsabilizando-se por quase metade da derrubada de florestas tropicais em 2024.

Apesar da alta em janeiro, houve redução nas queimadas nacionais no primeiro semestre de 2025, com queda de 65,8% na área queimada em comparação ao ano anterior. O pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr. observa que, historicamente, o início do ano costuma ter menos incêndios por causa das chuvas, e recomenda usar esse período para reforçar ações preventivas antes da estação seca mais crítica.

O desmatamento elevado impacta o meio ambiente e a economia regionais. A derrubada da floresta contribui para a perda de serviços ambientais — como regulação hídrica e manutenção do clima — e favorece práticas ilegais (grilagem, expansão de pastagens). Além disso, prejudica comunidades indígenas e ribeirinhas, que dependem da floresta, e pode afetar compromissos internacionais de redução de emissões.

Caminhos para a preservação

O salto no desmatamento no início de 2025 evidencia a urgência de reforçar a proteção amazônica. Enquanto esforços governamentais têm reduzido incêndios, especialistas alertam que medidas adicionais são necessárias. Em particular, intensificar a fiscalização e fortalecer áreas de preservação são vistos como cruciais para reverter a tendência de alta.

Ambientalistas ressaltam que a participação de comunidades locais e o cumprimento efetivo das leis devem ser ampliados. Larissa Amorim destaca que ações educativas e de manejo sustentável precisam caminhar juntas à aplicação rigorosa das multas e punições para combater efetivamente o desmatamento.

Por outro lado, os últimos relatórios de queda geral (como a redução recorde nas queimadas) sugerem que políticas de monitoramento e manejo florestal têm impacto positivo quando aplicadas consistentemente. A colaboração entre governo, sociedade civil e iniciativas internacionais pode reforçar o cumprimento das metas ambientais.

Socioeconomicamente, a preservação protege recursos hídricos vitais para a agricultura e garante oportunidades de ecoturismo sustentável. Do ponto de vista climático, cada hectare de floresta intacta contribui para absorver carbono. Portanto, investimentos em preservação são vistos como benefício a longo prazo para o país e para a floresta.

Em resumo, o aumento do desmatamento em janeiro de 2025 serve de alerta: o Brasil precisa acelerar ações preventivas e corretivas. Manter o desmatamento em queda anual dependerá de vigilância constante do Inpe, operações de campo bem coordenadas e engajamento público. Só assim será possível avançar na proteção da Amazônia e assegurar que seus benefícios ambientais sejam mantidos no futuro.

Fonte e Biografia

Informando Melhor

Este artigo investiga o aumento de 68% no desmatamento da Amazônia Legal em janeiro de 2025, apresentando dados recentes e impactos ambientais. O intuito é alertar sobre a urgência de ações de preservação, discutir políticas públicas e incentivar soluções sustentáveis que conciliem proteção florestal e desenvolvimento socioeconômico.

Data: 12 de setembro de 2025, às 08:00

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