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O eclipse solar anular de 17/02/2026 é um evento astronômico em que a Lua, estando relativamente mais distante da Terra, não cobre por inteiro o disco solar, resultando na chamada imagem do "anel de fogo". Trata-se de um fenômeno rápido e localizado, com fases principais que duram apenas minutos na faixa de anularidade, mas que têm amplo interesse científico e educativo nas regiões de observação parcial.
A geometria do sistema Sol Lua Terra determina que, quando a Lua está próxima do apogeu, seu diâmetro aparente fica menor do que o do Sol. Em 17/02/2026, a anularidade máxima ocorre numa faixa que atravessa principalmente regiões remotas, incluindo partes da Antártida e da África do Sul, enquanto áreas vastas do hemisfério Sul observam apenas fases parciais.
Observatórios e centros de pesquisa publicam mapas específicos com coordenadas e horários da fase máxima para cada ponto geográfico. Para o público em regiões de visibilidade parcial, o aspecto visual será de um recorte no disco solar; a duração da fase de maior ocultação varia conforme a posição do observador, mas normalmente é de poucos minutos, exigindo planejamento para registros fotográficos e científicos.
Mecanismo e efeitos
Além do espetáculo visual, eclipses solares oferecem oportunidade de estudos sobre a atmosfera superior e a ionosfera. Mudanças temporárias na radiação e pequenas variações ionosféricas podem ser monitoradas por redes de sensoriamento remoto. As fases parciais também permitem campanhas educativas para divulgação científica, observação segura e experimentos de fotometria solar por escolas e universidades.
É importante salientar que o eclipse de 17/02/2026 não terá anularidade visível em todo o continente sul-americano. No Brasil, a observação será, em geral, nula ou muito limitada; entusiastas devem consultar mapas de visibilidade local e priorizar o uso de transmissões ao vivo de fontes confiáveis caso queiram acompanhar o fenômeno.
Precauções e recomendações
Para qualquer observação de eclipse solar, a recomendação técnica é clara: nunca olhar diretamente para o Sol sem filtro certificado. Óculos de eclipse com norma ISO 12312-2 oferecem proteção adequada; filtros improvisados não são seguros. Métodos indiretos, como projeção por pinhole, são alternativas seguras para escolas e grupos comunitários. Instituições como o Observatório Nacional, o INPE e a NASA disponibilizam materiais educativos, listas de fornecedores confiáveis de filtros e orientações para montagem de experiências seguras.
Fotógrafos e pesquisadores que planejam registros devem usar filtros solares apropriados para lentes e seguir protocolos de exposição para evitar danos a sensores e olhos. Para equipes científicas, o evento é oportunidade para monitoramentos conjunturais da atmosfera e para comparações com modelos de clima espacial.
Fontes técnicas: Observatório Nacional, INPE, NASA e centros astronômicos regionais.
Impacto educativo
Eclipses são catalisadores para projetos pedagógicos de ciências. Em 2026, escolas e clubes de astronomia podem aproveitar o evento para desenvolver atividades sobre mecânica celeste, segurança ocular e observação prática. Programas de transmissão ao vivo e parcerias entre universidades e mídia ajudam a ampliar o alcance das ações educativas, tornando o fenômeno acessível mesmo onde não é diretamente visível.
