Learjet: Galeão a Ribeirão Preto

JHONATA TORRES DOS REIS
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Já fez aquela loucura em simulador de voo? Pois é exatamente isso que eu registro neste vídeo no FSX: um voo absolutamente insano, técnico e divertido, com cada manobra pensada para testar limites e divertir ao mesmo tempo — e um final totalmente fora do script que deixa qualquer piloto virtual com o coração acelerado. Aqui mostro a sequência completa, a intenção por trás das escolhas e a emoção crua do cockpit virtual, sem rodeios.
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A decolagem saiu do Aeroporto do Galeão (SBGL) rumo a Ribeirão Preto, operando com a Bombardier Learjet como protagonista da cena. Decolei pela pista 10, cuidando da corrida de decolagem e da rotação e mantendo inicialmente o rumo 094°, exatamente como planejado, fazendo a transição visual e por instrumentos em direção ao ponto de referência conhecido como Porto das Caixas. Cada etapa foi registrada: potência, flaps, controle de arfagem e sensação de aceleração no cockpit virtual.

Depois daquele trecho inicial e da passagem pelo Porto das Caixas, alinhei o plano de navegação no GPS e tracei a rota direta para Ribeirão Preto, iniciando uma subida graduada que eu mesmo descrevo como agressiva mas controlada — um sobe-e-desce intencional para explorar respostas do simulador e da aeronave. Foi uma pilotagem com margem de ousadia: entradas firmes nos comandos, controle fino do passo de subida e atenção constante aos parâmetros para não perder a referência técnica do voo.

No cruzeiro mantive a aeronave estabilizada em 28.000 pés, aproveitando para testar comportamento e limites de velocidade do Learjet dentro do simulador. Cheguei a trabalhar com velocidades próximas às extremas permitidas pela aeronave em simulação, monitorando instrumentos e sensação de estabilidade; ao notar sinais de estresse ou aproximação de limite, reduzi prontamente para preservar o controle e evitar qualquer perda de integridade simulada da plataforma.

Aproximando-me do destino, a cerca de 80 milhas náuticas, preparei a descida: ajustei os instrumentos para iniciar o procedimento e defini o perfil descendente para alcançar 4.600 pés como altitude de referência para aproximação, mantendo a velocidade planejada em torno de 321 nós enquanto gerenciava configuração de aeronave e checagens. Foi um trecho de preparação intensa, ajustando vertical e horizontal para garantir uma transição viável para a fase final.

Ao chegar a cerca de 15 milhas náuticas, ficou evidente que estávamos altos demais para o pouso — a razão para isso foi a subida mais agressiva anterior combinada ao perfil de aproximação. Em consenso com a tripulação virtual, executei uma redução brusca para corrigir a situação; essa manobra provocou episódios de stall grave na simulação, exigindo correções rápidas e precisas para recuperar atitude e sustentação antes de retomar a aproximação.

Mesmo após as correções e o risco de perda de sustentação, enquadrei a aeronave, executei a curva para final e conduzi o procedimento de aproximação até um pouso bem-sucedido na pista 36, embora em condições que já estavam no limite — o que chamamos na gíria de “no vermelho” para a janela de aproximação daquela pista. O pouso teve flare e toque controlados, seguido do rolamento até desaceleração, tudo sob tensão e técnica aplicada.

Para fechar a sequência com a loucura total, enquanto eu já estava em solo em Ribeirão Preto o ATC permaneceu conectado ao Galeão e enviou comunicações automáticas como se eu ainda estivesse naquele aeródromo, criando uma situação de desconexão entre a torre virtual e minha posição real. No taxiamento, decidi aumentar a velocidade até 80 nós — velocidade não permitida para taxiamento —, percorri até o pátio e estacionei de forma improvisada atrás de outra aeronave; o resultado final foi um encerramento estilo “piloto sem carteira”, arriscado mas sem consequências reais no ambiente do simulador.

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