45% dos solteiros fazem novas amizades

JHONATA TORRES DOS REIS
Por -
0

°Relacionamento

No Brasil contemporâneo, boa parte da população vive sem companheiro. Segundo o IBGE (2023), cerca de 81 milhões de brasileiros são solteiros, mais que os 63 milhões de casados, refletindo uma tendência global. Nesse cenário, apps de relacionamento, antes focados apenas em paquera, assumem novos usos: uma pesquisa da plataforma Happn revela que 45% dos solteiros brasileiros já formaram amizades via esses serviços, sinalizando mudança nos padrões afetivos e sociais.

Ilustração Conexão digital íntima
Ilustração Conexão digital íntima.

Apps como Tinder e Happn foram criados para facilitar encontros amorosos, mas o foco tem mudado. Relatório da Happn mostra que, embora o namoro continue a principal motivação, 41% dos usuários curtem perfis com o objetivo de amizade, índice que chega a 61% entre mulheres de 18 a 25 anos.

Essa mudança evidencia um uso mais versátil dos aplicativos, abrindo espaço para diferentes objetivos sociais além do romance. Os usuários passaram a valorizar clareza nas intenções: 73% afirmam ser importante deixar claro o tipo de relação buscada.

Mudança nas relações afetivas

O levantamento detalha que as novas amizades não são efêmeras: 23% dessas conexões virtuais tornaram-se duradouras, enquanto outros 26% foram passageiras porém positivas. A disposição para amizade é maior em faixas etárias mais elevadas: 48% dos usuários acima de 36 anos já fizeram amigos online, cifra que sobe para 50% entre as mulheres dessa idade. Além disso, 73% dos entrevistados consideram essencial esclarecer desde o início a intenção de amizade, evitando desencontros nas expectativas.

Esse deslocamento aponta para novas formas de buscar apoio social. A Organização Mundial da Saúde destaca que fortes conexões sociais promovem melhor saúde física e mental, reduzindo riscos de doenças graves. Assim, amizades consolidadas via internet podem fortalecer as redes de apoio emocional dos indivíduos e atenuar a solidão. Porém, especialistas alertam que essas relações virtuais não devem substituir completamente os vínculos afetivos presenciais. Essa mudança comportamental pode exigir novas ferramentas nos aplicativos (como moderação de conteúdo), refletindo a crescente função social das plataformas de paquera.

Ilustração Conexões digitais
Ilustração Conexões digitais.

Repercussões emocionais e sociais

Analistas interpretam essa tendência como uma democratização das conexões afetivas: a amizade é vista como objetivo legítimo, ampliando redes de apoio e diminuindo a pressão das expectativas românticas. Laços sociais fortes promovem saúde e longevidade, sugerindo que amizades virtuais podem trazer benefícios psicológicos reais. Por outro lado, especialistas alertam para a importância do equilíbrio: esses contatos online devem complementar, não substituir, os vínculos presenciais. Essa mudança comportamental pode exigir novas ferramentas nos aplicativos (como moderação de conteúdo), refletindo a crescente função social das plataformas de paquera.

  • Amizades duradouras: 23% das amizades formadas nesses apps tornaram-se vínculos duradouros.
  • Mulheres 18-25: 61% das usuárias nessa faixa de idade afirmam buscar novas amizades na plataforma.
  • Disponibilidade social: 48% dos entrevistados declaram-se dispostos a conhecer alguém apenas para amizade.
“Nem todo crush é sobre amor romântico. Acreditamos que a amizade pode ser tão poderosa quanto, e às vezes até mais duradoura.”
— Jhonata

Fonte: Happn Research (2025) reportado em reportagem do portal EM.com.br

Impactos futuros

Analistas interpretam essa tendência como uma democratização das conexões afetivas: a amizade é vista como objetivo legítimo, ampliando redes de apoio e diminuindo a pressão das expectativas românticas. A Organização Mundial da Saúde reforça que laços sociais fortes promovem saúde e longevidade, indicando que até mesmo amizades virtuais podem trazer benefícios psicológicos reais. Por outro lado, especialistas alertam para a importância do equilíbrio: esses contatos online devem complementar, não substituir, os vínculos presenciais. Essa mudança comportamental pode exigir novas ferramentas nos aplicativos (por exemplo, filtros de conteúdo e segurança), refletindo a crescente função social dessas plataformas de paquera.

Em síntese, a pesquisa sinaliza transformações nos padrões amorosos e afetivos dos brasileiros. Aplicativos de paquera deixam de ser vistos apenas como canais de namoro; tornam-se espaços de ampliação de redes de amizade e suporte emocional. Esse fenômeno amplia o debate sobre tecnologia e afetividade, apontando para a necessidade de políticas públicas e programas de bem-estar que promovam conexões saudáveis, tanto online quanto presenciais. Especialistas sugerem que as plataformas incorporem recursos que facilitem a segurança dessas interações e que educadores promovam o desenvolvimento de habilidades sociais, garantindo que as amizades virtuais contribuam efetivamente para o bem-estar.

Jhonata Torres dos Reis

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Prosseguir) #days=(20)

Nosso site utiliza cookies para aprimorar sua experiência. Verificar
Ok, Go it!