§Saúde e Bem-Estar
No Brasil, cresce de forma alarmante o número de afastamentos por transtornos mentais. Comemorado em 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, o momento reforça a urgência do cuidado psicológico. Dados oficiais mostram que as licenças por ansiedade e depressão mais que dobraram entre 2022 e 2024 (de 201 mil para 472 mil casos), pressionando o sistema de saúde. Especialistas alertam que a “epidemia silenciosa” exige maior investimento em prevenção e assistência.
O Dia Mundial da Saúde Mental (10/10) destaca alertas globais. A OMS estima que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, indicando custos humanos e econômicos enormes. No Brasil, campanhas públicas reforçam a prevenção do suicídio e divulgam canais de apoio psicológico gratuitos para reduzir o estigma.
Essa tendência agrava sobrecarga no setor de saúde pública. Segundo levantamento do INSS, 64% dos afastados por transtornos mentais em 2024 eram mulheres, com idade média de 41 anos. Essas licenças estão associadas sobretudo a quadros de ansiedade e depressão, reflexo das pressões do trabalho e do cotidiano moderno.
Crise da saúde mental
O salto nos afastamentos é alarmante: em 2024 foram registradas 472.328 licenças médicas por transtornos mentais, o maior número já registrado. Esses casos acarretam alto custo – estima-se que os benefícios somem mais de R$ 3 bilhões por ano. Os estados com maior volume absoluto de licenças foram São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas o impacto per capita é mais alto no Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Diante desse cenário, cresce o debate sobre prevenção: o governo sinalizou revisar a NR-1 para exigir que empresas avaliem riscos psicossociais no trabalho.
Especialistas apontam que encarar a saúde mental como prioridade traz ganhos para toda a sociedade. Vinícius Pinheiro (OIT) ressalta que investir em saúde mental é um “ganha-ganha” para pessoas, famílias, empresas e sociedade. Ainda assim, faltam recursos e profissionais: estima-se déficit de psicólogos e psiquiatras na rede pública. Em síntese, a crise atual pressiona por políticas que ampliem investimentos e ações de promoção da saúde emocional.
- Número recorde: 472 mil licenças por transtornos mentais foram registradas em 2024, o maior da série histórica.
- Crescimento pós-Covid: Afastamentos aumentaram 400% em comparação a 2020, de 91,6 mil para 472 mil.
- Perfil predominante: 64% dos afastados são mulheres, com idade média de 41 anos.
“É preciso internalizar que o investimento em saúde é um ganha-ganha para as pessoas, para as famílias, para as empresas e a sociedade como um todo.”
— Jhonata
Fonte: Vinícius Pinheiro (OIT Brasil) em evento no MPT, 2025
Necessidade de políticas públicas
Em resumo, o aumento expressivo dos afastamentos médicos destaca a urgência de políticas públicas na saúde mental. É preciso ampliar recursos no SUS e incluir esse tema na atenção básica, garantindo assistência psicológica e psiquiátrica mais acessível. Especialistas defendem programas de prevenção ao estresse no trabalho e educação sobre saúde mental nas escolas. A expectativa é que, após este Dia Mundial, sejam reforçadas iniciativas para remover barreiras de acesso a tratamentos, divulgar novos canais de apoio e integrar a saúde mental às demais políticas públicas.
O cenário atual realça que a saúde mental não é um problema individual, mas questão de interesse coletivo. Cada adoecimento reflete impacto na família, na economia e na sociedade. Instituições civis reforçam o apelo por financiamento contínuo e por desestigmatização desses transtornos. Assim, espera-se que o Dia Mundial contribua para manter o tema em destaque, orientando ações governamentais e mobilizando recursos para uma política de saúde mental mais robusta.
Fonte e Biografia
Por: Jhonata Torres dos Reis
10/10/2025 às 08:00
Intuito e Propósito
O intuito deste artigo é aproveitar o Dia Mundial da Saúde Mental para alertar sobre o aumento acelerado de afastamentos por transtornos mentais. Apresenta dados recentes do INSS e da OMS que evidenciam essa crise silenciosa, discute campanhas de prevenção e a necessidade de reforço nos recursos públicos. O objetivo é conscientizar os leitores sobre a urgência de políticas de saúde mental, estimulando a reflexão sobre investimentos em bem-estar emocional.
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